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Rei do Quilombo do Ambrósio morreu em 1759.

O pesquisador Tarcísio José Martins identificou no  Memória Digital da UnB,  mais dois documentos importantíssimos que cimentam as teses anteriores de que: 
1) a Primeira Povoação do Ambrósio, que ficava em Formiga-Cristais, foi o Quilombo atacado em 1746;
2)  e que o Rei do Quilombo do ambrósio foi morto no ataque aos quilombos do alto Paranaíba e Triângulo Mineiro, em 1759.
O Projeto Memória Digital da UnB tem sido um facho de luz incomensurável a iluminar a Pesquisa Histórica, principalmente, sobre a “esquecida”  inclusão do negro em nossa historiografia.

Os ilustres historiadores Celso Falabella e Jorge Lasmar, informados da descoberta da importante conotação histórica desses documentos, após analisá-los, concordaram com o confrade Tarcísio e aprovaram esta divulgação.

São Paulo-SP, 6 de março de 2009-03-05
Prezados confrades
Celso Falabella e Jorge Lasmar
Amigos, de novo, a minha pesquisa foi premiada pelo magnífico trabalho da UnB que colocou na Internet os documentos do Ultramar de várias Capitanias, inclusive da Capitania do Rio de Janeiro.
Achei mais dois documentos importantes que confirmam mais ainda tudo o que já documentamos sobre as guerras que Gomes Freire mandou fazer ao Campo Grande em 1746 e 1759-60.

O PRIMEIRO CONJUNTO DE DOCUMENTOS, ANEXO 01, do qual já havia algumas notícias distorcidas, inclusive de Waldemar de Almeida Barbosa. Trata-se, agora, do mesmo documento encontrando em um conjunto completo, na secção Rio de Janeiro dos documentos do Ultramar. Pincei um lançamento marginal que Gomes Freire fez na própria carta em que o rei dom João V lhe cobrava, em 06.05.1747, notícias da guerra aos quilombolas que lhe noticiara a 08.08 e 06.10.1746 (essas cartas estão transcritas nas pgs. 480/482 do nosso livro).
Esta foi a nota-resposta que Gomes Freire, em 03 de outubro de 1747, mandou ao rei, cujo documento realmente chegou em Portugal, visto ter sido localizado no AHU-RJ: 
A resulta de se atacar o quilombo de que a V. Maj.de. dei conta foi refugiarem-se separadamente os negros que ficaram, sem que até o presente haja certeza de outro ajuntamento na Comarca do Rio das Mortes, pois, com a notícia desta invasão, se desfizeram alguns que havia de menos consideração, recolhendo-se a casa de seus senhores.
À real pessoa de V. Maj.de., guarde Deus muitos anos, como lhe peço e rogo. Rio de Janeiro a 3 de outubro de 1747. Assinatura de “Gomes Fre. de Andrada[1].
Primeira implicação:
A resulta de se atacar o quilombo de que a V. Maj.de. dei conta”. Esse “quilombo” atacado, na verdade, foi apenas o “palanque” dos negros. Gomes Freire, portanto, teria omitido o ataque ao próprio Quilombo do Ambrósio de 1746, cuja notícia nos chegou através da carta que a Câmara de Tamanduá escreveria à rainha em 1793, 30 anos depois da morte de Gomes Freire. A Carta de Tamanduá, neste item, foi por nós comprovada no cruzamento com vários outros documentos, como registrei no meu livro.
É perfeitamente aceitável que Gomes Freire tenha omitido mesmo a destruição da Povoação do Ambrósio, em que pesem os inúmeros indícios disto que foram demonstrados no nosso livro. Assim, o coronel Oliveira, apesar de causar grande estrago àquela povoação de pretos forros, deve ter sido, na verdade, derrotado.
Ao contrário do que dizem, em geral, nossos acadêmicos de História e Sociologia, Gomes Freire NÃO aumentava em suas narrativas os danos que causava ao povo. Ao contrário, sempre procurava diminuir. Veja-se que no caso dos Motins dos Sertões que envolveram milhares de pessoas, incluindo até mesmo vários nobres da terra, mandou que Martinho de Mendonça, para desacreditar o movimento, esparramasse a notícia de
que “tinha sido um levante de vinte ou cinquenta vagabundos[2]
Segunda implicação desse documento:
A resulta (…) foi refugiarem-se separadamente os negros que ficaram, sem que até o presente haja certeza de outro ajuntamento na Comarca do Rio das Mortes”. A palavra “outro ajuntamento”, implica logicamente, que o Palanque foi o “primeiro” ajuntamento atacado que, assim, da mesma forma, ficava também na mesmíssima “Comarca do Rio das Mortes”.
Ou seja, a Primeira Povoação do Ambrósio, ficava mesmo em Minas Gerais e não na então Comarca de Goiás. Mesmo porque, não existe NADA que ligue o ataque ao Palanque em 1746 com o croqui da Quipaca (hoje, em Ibiá-Campos Altos) que o malandro do Pamplona mandou desenhar em 1769.
Waldemar de Almeida Barbosa e todos os seus seguidores, como se vê, erraram mesmo em suas infundadas conclusões, ao arrastarem para Ibiá-Campos Altos a batalha de 1746.

O SEGUNDO CONJUNTO DE DOCUMENTIOS ANEXO 02, é uma bomba arrasadora sobre os seguidores de Waldemar de Almeida Barbosa, inclusive na UFMG, USP e IPHAN.
Esses historiadores, em razão do desenho que o Pamplona mandou fazer em 1769, registrando um Palanque (que se chama Quipaca) em Ibiá-Campos Altos, insistem, sem qualquer conotação documental desse croqui com as batalhas de 1746, que essa batalha teria ocorrido em Ibiá. Como se viu, além das mais de dez provas documentais que articulei, provando o contrário em meu livro, ainda alinhavamos mais uma, a resposta que Gomes Freire deu ao rei em 1747, cujo teor, interpretado com LÓGICA, não deixa duvida: a Primeira Povoação do Ambrósio ficava mesmo na Comarca do Rio das Mortes.

Mas, agora vem, não uma pá, mas uma betoneira de cal e cimento a soterrar as falsas teses contrárias. Falsas, por serem subjetivas, sem fundamento lógico ou silogístico. Meras opiniões de “doutores”.
Trata-se de uma carta que Gomes Freire escreveu em 16.12.1759, ao seu amigo, ministro do Ultramar, Thomé Joaquim da Costa Corte Real. 
Informa ao ministro do ultramar sobre duas cartas que recebera das Minas. Uma, cuja data não diz, recebera de seu irmão, José Antonio, governador das Minas. Outra, uma carta da Câmara de Mariana, datada de 14.11.1759.
A carta de Mariana tem 2 cópias anexadas ao conjunto. Porém, a carta que Gomes Freire teria recebido de seu irmão, esta, não está juntada ao conjunto que foi mandado ao Brasil pelo AHU-RJ, hoje, disponibilizado pelo Centro de Memória Digital da UNB que o colocou na Internet, ao alcance de todos.
Da mesma forma, não localizamos nos arquivos de Minas (APM ou AHU-MG), cópia da carta que Gomes Freire diz ter recebido de seu irmão. Comprova-se, assim, que realmente houve destruição ou “sumiço” de documentos nos arquivos mineiros a partir de fim de novembro de 1759, com desfalques aleatórios até 1763, quando morreu Gomes Freire. Pelo jeito, também no Ultramar andou sumindo documentos que falavam de Quilombos.
A Carta de Mariana parece estar fora de época e de foco. Fala nos mesmos termos que falou o Conde de Assumar, quando das revoltas de 1718/1720. Fala em rejetar negros (cortar o tendão do pé), aumentar a repressão contra as vendas, comerciantes, pena de morte para negros, etc. etc., como se nunca tivessem ouvido falar do extermínio total que Bartolomeu Bueno do Prado acabava de implementar contra o Campo Grande do Alto Paranaíba, Triângulo Mineiro e atual Sudoeste de Minas. Esta carta não significa nada. É simulação pura, pois fala de um contexto sem dúvida muito diverso do existente na data de sua assinatura, 14.11.1759. Contexto, este, conhecidíssimo dos homens-bons de todas as comarcas. É bem o método de Gomes Freire, misturar assuntos para se safar do principal, se for preciso. Mariana sempre fez tudo que Gomes Freire mandou.
Em 14.11.1759, José Antonio também havia escrito uma carta para o mesmo ministro Thomé Joaquim, falando do mesmo assunto. Evidente que mandou para seu irmão, uma cópia da mesma e, pelo jeito, também esta outra, de que falou Gomes Freire a Thomé Joaquim.
Sobre a carta que Gomes Freire, em 16.12.1759, disse ao ministro Thomé Joaquim ter recebido de seu irmão José Antonio, transcrevo abaixo o seu texto atualizado:
Estando essa nau levando âncora para se ir pôr em franquia, recebo aviso de José Antonio Freire de Andrada de que felizmente se haviam destruído alguns quilombos que eram três ou quatro, e alguns deles já na Capitania de Goiás, todos subordinados a um maior, donde residia a negra corte e o chamado Rei a que os mais obedeciam. Ainda não me dá inteira conta, nem refere o número dos mortos; só sei, que entre eles acabara o chamado rei, e que vieram cinquenta presos, e cinqüenta negras e visto que estas não tenham culpa, mando se entreguem a seus donos com um donativo que as câmaras determinarem a benefício dos homens que tantos meses trabalharam, e os cinqüenta negros lhe declaro, mos mande, pois ficando e sem legal prova em breve se irão livrando. Eu os mando meter na Fortaleza do Villegagnon, a qual precisa de um trabalho de grande desmonte./ Vem a bom tempo/ V. Exa. medirá por se provar com legalidade, que os juristas pedem/ impossível em Minas e desertos / o que devo praticar com estes cinqüenta negros”.
Vejamos:
1 – Disse Gomes Freire ao ministro Thomé em 16.12.1759: “recebo aviso de José Antonio Freire de Andrada de que felizmente se haviam destruído alguns quilombos que eram três ou quatro”. Consideradas as demais fontes documentais e cartográficas, estes quilombos seriam Bambuí, Indaiá-Marcela, Quilombo do Ambrósio e Pernaíba.
José Antonio, em 14.11.1759, avisara o mesmo ministro de que: “me fazem ciente de haver atacado dois quilombos[3]. Consideradas as mesmas fontes, esse quilombos seriam Bambuí e Indaiá-Marcela, atacados DEPOIS de terem sido destruídos o Pernaíba e o Ambrósio II. 
2 – Disse Gomes Freire ao ministro Thomé em 16.12.1759 que os “quilombos que eram três ou quatro, e alguns deles já na Capitania de Goiás”. “Alguns” são mais de um, portanto, sejam três ou quatro os quilombos referidos, os “alguns” que ficavam na “Capitania de Goiás” seriam, com certeza, os quilombos do Ambrósio e da Pernaíba”.
Portanto, o Quilombo do Ambrósio atacado em 1759 foi aquele localizado, hoje, na região das atuais Campos Altos – Ibiá que, em 1759, se continham em território da Capitania de Goiás.
3 – Disse Gomes Freire ao ministro Thomé em 16.12.1759 que os quilombos “eram três ou quatro” e eram “todos subordinados a um maior”.
O mapa do capitão França aponta que o Quilombo do Bambuí tinha 150 casas, o Pernaíba 70 e o Indaiá, 200 casas. Os balõezinhos desses quilombos são menores do que a metade do tamanho do balão do “Quilombo do Ambrósio – Despovoado”. Portanto, a considerar o tamanho dos balões indicativos, o verdadeiro quilombo do Ambrósio que, sem dúvida é o “maior”, deveria ter no mínimo 400 casas. Portanto, só pode ser ao Quilombo do Ambrósio (o “um maior”), que os demais quilombos eram “todos subordinados”.
Portanto, o Palanque que Inácio Correia Pamplona mandou desenhar em 1769, com apenas 33 casas, não era o Quilombo do Ambrósio propriamente dito, e sim uma quipaca construída para sua defesa ao sul do Quilombo e de suas roças.
4 – Disse Gomes Freire ao ministro Thomé em 16.12.1759 que os demais quilombos eram “todos subordinados a um maior, donde residia a negra corte e o chamado Rei a que os mais obedeciam”.
4.1 – As expressões “todos subordinados” e “a que os mais obedeciam” confirmam que os quilombos eram mesmo confederados, palavra utilizada várias vezes pela correspondência de Gomes Freire e de seu irmão.
4.2 – Se “a negra corte e o chamado Rei” residiam no quilombo “maior”, assim como está indicado em croquis de dois outros quilombos desenhados pelo mesmo escrivão de Pamplona, o verdadeiro Quilombo do Ambrósio (o do mapa do Capitão França) deveria ter, em seu croqui, a indicação de “Casa do Rei” ou “Casa de Audiência”, o que é mais uma evidência de que o croqui do Ambrósio que Pamplona mandou desenhar, era mesmo apenas a sua quipaca, construída para sua defesa ao sul do Quilombo e de suas roças.
5 – Disse Gomes Freire ao ministro Thomé em 16.12.1759 que o seu irmão “Ainda não me dá inteira conta, nem refere o número dos mortos”.
5.1
– José Antonio, em 14.11.1759, avisara o mesmo ministro de que: “me fazem ciente de haver atacado dois quilombos” e que “e depois de fazer neles uma grande mortandade nos que resistiram e os mais fez prender e reduziu a cinzas as casas em que viviam[4].
Portanto, quem desacreditou os 3.900 pares de orelhas documentados contemporaneamente por Pedro Taques, com base nos ataques a apenas esses 2 quilombos (quando na verdade já ocorrera os ataques não a 4, mas a 17 quilombos), errou mesmo. Pois, em dezembro, documentalmente, nem Gomes Freire sabia ainda, ao certo, o número de mortos. Da mesma forma, apesar de ter acrescido mais 2 quilombos na correspondência ao seu comparsa do Ultramar, Gomes Freire ainda mentiu. Pois, a esta altura com toda a certeza já sabia do massacre aos 17 quilombos, incluídos os 13 da região que chamaram de “Sapucaí”, atual Sudoeste de Minas.
6 – Disse Gomes Freire ao ministro Thomé em 16.12.1759 que o seu irmão “Ainda não me dá inteira conta, nem refere o número dos mortos; só sei, que entre eles acabara o chamado rei”.
Como consta nas pgs. 677-699 do meu livro, a documentação indica que as tropas de Bartolomeu encontraram o Quilombo Grande (Quilombo do Ambrósio) despovoado, ou como disse Almeida Barbosa, apenas despejado. Bartolomeu deixou guardas a vigiar os paióis que estavam cheios, e partiu para o ataque ao Pernaíba (nascentes do rio Dourados, afluente direito da Paranaíba), onde, apesar de ser o quilombo menos populoso, encontrou lá muitos cachorros e uma “monstruosidade de negros”.
Isto nos faz crer que o rei deve ter sido morto no Quilombo da Pernaíba, para onde se retirara com sua corte, e não no Ambrósio, encontrado despejado.
Portanto, não há notícias da tomada do Palanque (quipaca), cujos resquícios, Pamplona mandou seu escrivão desenhar em 1769.
O que noticiam os documentos é que os guardas deixados no paiol prenderam muitos negros que voltaram para buscar mantimentos. Depois queimaram tudo, casas, paióis e roças.
Em seu outro mapa, Pamplona não indica quem atacou esse quilombo do Ambrósio, quando os documentos apontam que foram os “Buenos”, nome que Pamplona só indicou para outros quilombos. Aliás, o croqui do Ambrósio de Pamplona, diferentemente dos croquis dos outros quilombos, não apresenta ao seu redor, nem roças e nem hortas.
Gomes Freire não diz que este rei morto era o rei Ambrósio. Evidente que não diria. Porém, era um rei e morava no Quilombo do Ambrósio.
Só a carta da Câmara de Tamanduá noticiou que em 1746 fora morto Ambrósio, chamado rei.
Neste sentido, sem poder confirmar a informação da Carta da Câmara de Tamanduá, deixamos registrado em nosso livro, p. 530: “E o Pai Ambrósio, a quem intitularam rei, teria mesmo morrido”?
É provável que não. Esta tese fica mais forte com esse novo documento.
7
– Disse Gomes Freire ao ministro Thomé em 16.12.1759 que o seu irmão dissera “que vieram cinquenta presos” e que pedira a seu irmão que “mos mande, pois ficando e sem legal prova em breve se irão livrando. Eu os mando meter na Fortaleza do Villegagnon, a qual precisa de um trabalho de grande desmonte”.
7.1
– A frase “pois ficando e sem legal prova em breve se irão livrando” deve significar que eram pretos forros, ou que estavam acompanhados de seus senhores, ou que eram líderes perigosos, caso contrário, não faria sentido o temor de Gomes Freire traduzido na frase “por se provar com legalidade, que os juristas pedem/ impossível em Minas e desertos”, justificando, por outro lado, a razão de determinar que os mandasse galés para o Rio.
Sem Dúvida, Pedro Angola foi um desses heróis que, sem dúvida, seguiu galés para a Ilha de Villegagnon, no Rio de Janeiro. Aquele, herói, lembra? O tal que o governador escreveu sobre ele para todas as comarcas mineiras avisando-as de que “em esse dito negro se soltando, não ficará negro algum nesta Capitania que ele não torne a conduzir para os quilombos do Campo Grande”. Falabella, Jorge: nem Tiradentes recebeu essa maravilhosa “acusação”, que traduz liderança e poder de sedução às massas.
Portanto, esse herói foi um dos cinquenta quilombolas-galés utilizados por Gomes Freire para restaurar e ampliar a Fortaleza de Villegagnon, agora (1761) sob o orago de São Francisco Xavier[5].
Veja-se que, conforme constatei noutros documentos, os cinquenta quilombolas do Campo Grande, algemados dois a dois, seguiram como galés para o Rio de Janeiro, passando pela Borda do Campo, pelo mesmo caminho por onde, 30 anos depois, seguiram presos os Inconfidentes.
Assim, descobrimos, no Rio de Janeiro, o endereço histórico dos mártires do Campo Grande: A magnífica Fortaleza de Villegagnon, ilha próxima da terra, ao lado do atual Aeroporto Santos Dumont, no Rio.
Portanto, Falabella e Jorge, estas são as últimas descobertas com que nos presenteou a UNB sobre a Confederação Quilombola do Campo Grande.
As conclusões de meu livro, na verdade, não mudam em dada. Apenas se confirmam em mais detalhes e se solidificam mais ainda.
Peço irrelevarem os prováveis erros que possa ter cometido em algum lugar, pois escrevi isto de bate pronto, consultando apenas os documentos que lhes apresento.
Entendo que esses documentos são coisas importantes demais e não e tinha o direito de ficar com elas sem passar logo esses documentos a vocês, mentores, conselheiros e amigos com que Deus me presenteou.
Peço a autorização de vocês dois para, após suas críticas e comentários, publicar esta carta e documentos no nosso MGQUILOMBO.
Peço também que, se acharem ser o caso, comuniquem essa descoberta ao confrade Dr. Fernando Antônio Xavier Brandão, presidente do nosso querido IHGMG, para que fique registrada em seus anais.
Um abraço do
Tarcísio José Martins”

Você pode conferir os documentos diretamente no site do Centro de Memória Digital da UnB. Clicando abaixo, aparecerá o formulário de Pesquisa na base de dados. Selecione no seu campo “Colônias/Capitanias”  a expressão Rio de Janeiro. No campo “ementa” digite a palavra “Quilombo”. Dos documentos trazidos pela pesquisa (AHU-ACL-N-Rio de Janeiro, Catálogo 5595, de 16.12.1759), o ANEXO 1 deste texto é o “Documento: 80644” de 08.08.1746. O ANEXO 2 é “Documento: 82129” de 16.12.1759. Aparecendo o documento, você pode controlar seu tamanho, claridade, etc. e fazer a leitura direta, copiar ou imprimir. Experimente. Clique no “confira abaixo”:

Confira.

Obs: Caso não consiga a desejada visualisação, mande-nos um e-mail que lhe mandaremos cópia dos documentos pelo seu próprio e-mail.

Calambau@mgquilombo.com.br

 


[1] AHU-ACL-N- RJ doc 80644 de 08.08.1746.

[2] História Média de Minas Gerais, 3a edição 1974, p.123.

[3] Quilombo do Campo Grande, p. 701/702.

[4] Quilombo do Campo Grande, p. 701/702.

[5] Veja Site. Visitado em 06.12.2008.